MAR DE LÁGRIMAS

Triste seja a minha úmida poesia,
Que carrega sobre si as minhas lágrimas,
A cada verso se afasta a alegria
E a dor se mostra viva nas palavras.
Em minhas lágrimas vou me atirar,
Pois elas formam um mar aqui no chão.
Em meu choro vou me afogar
E morrer nas correntezas da paixão.
Exaustas lágrimas percorrem a minha face,
Cansativas de tanto rolarem elas estão,
E se eu enxugo uma, em meus olhos ela renasce,
E, então, logo percebo que só usei o lenço em vão.
Cada lágrima que escorre em meu triste semblante
Carrega um dia de tristeza e solidão,
Por isso o meu quarto virou um mar gigante
De lágrimas de um poeta que se afogou na sua paixão.

Fabiano Cruz da Silva